Américo Barros, o líder do MLSTP diz que o partido trabalhou durante dois anos para regressar ao poder, e afirma que, em caso de vitória, procurará envolver a sociedade civil, os outros partidos e diáspora na governação

Depois de exercer o seu direito de voto no Instituto Superior de Educação e Comunicação (ISEC), na Rua Viana da Mota, em São Tomé, o líder do MLSTP apelou aos eleitores para votarem no partido e apresentou a eleição como uma escolha entre diferentes caminhos para o país.

Américo Barros contrapôs aquilo que classificou como um caminho de “crispação, continuidade, instabilidade e desunião” a outro que, segundo afirmou, deverá privilegiar a “esperança, a paz social e a união”.

O presidente do MLSTP associou a estabilidade política à criação de condições para a atracção de investimento e para o desenvolvimento do sector privado. Na sua leitura, a persistência de conflitos políticos pode afectar a confiança dos investidores e dificultar o crescimento económico.

“Um país com estabilidade, sem crispação, anda para a frente. A crispação, em vez de fazer o país avançar, faz com que ande para trás”, afirmou.

O líder do MLSTP afirmou que a formação política procurou contribuir para a estabilidade institucional através do diálogo, e de uma oposição que classificou como construtiva. Referiu igualmente o apoio do partido a iniciativas do Governo da ADI e a sua participação em decisões parlamentares que, segundo a sua interpretação, permitiram assegurar condições de governação. “Tudo pela paz social, tudo pela estabilidade do país”, declarou.

O Defendeu também que uma maioria absoluta permitiria à formação política assumir a condução do Governo em articulação com o Presidente da República, Carlos Vila Nova.

Questionado sobre a possibilidade de uma governação de unidade ou de base alargada, afirmou que, em caso de vitória, o primeiro contacto seria com o Presidente da República, seguindo-se contactos com os órgãos de soberania, confissões religiosas, sociedade civil e diáspora.

“O nosso lema é: ‘todos contam e ninguém fica de fora’. Onde houver competências, seja na sociedade civil, seja nos outros partidos políticos ou na diáspora, teremos de nos unir para o bem do interesse nacional”, afirmou.

A ideia de diálogo com outras forças políticas já tinha sido avançada por Américo Barros durante a campanha.

“Trabalhámos durante dois anos para sermos Governo e sentimos que o país está a pedir mudança”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de o partido não assumir o Governo, respondeu que essa não é a hipótese em que a liderança do MLSTP está a concentrar-se, tendo reafirmado a confiança numa alternativa governativa.

Waley Quaresma

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