O PSD acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (14/10) para tentar reverter a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro e garantir uma nova votação contra Eduardo Paes (PSD) em 25 de outubro.O partido pede uma decisão urgente para suspender os efeitos do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou na anulação de 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) e permitiu a eleição de Ruas sem a necessidade de segundo turno.A ação foi apresentada na véspera da proclamação definitiva do resultado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), marcada para esta quinta (15/10).No último sábado (10/10), o TRE-RJ refez a totalização dos votos após o TSE negar o registro da candidatura de Garotinho. Com a exclusão dos votos do ex-governador, Douglas Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos e foi declarado vencedor da disputa no primeiro turno.Eduardo Paes, que inicialmente havia recebido 42,76% dos votos válidos, passou a ter 44,16%. Na ação, o PSD argumenta que a Justiça Eleitoral não poderia retirar os votos de Garotinho do cálculo usado para definir a necessidade de segundo turno. Leia também BrasilGovernador interino do Rio começa transição para Douglas Ruas BrasilRuas é declarado governador eleito no Rio após TRE retotalizar votos BrasilEm almoço, Flávio e Ruas acenam a ex-aliados para ampliar votação no Rio Para o partido, os eleitores escolheram um candidato que estava na urna e participou regularmente da disputa, ainda que seu registro estivesse sob análise judicial.“Significa dizer que a vontade deliberada do eleitor nunca foi a de eleger em primeiro turno o candidato que nele se saiu vencedor”, escreveram os advogados.A iniciativa representa uma nova tentativa de reverter o encerramento da disputa no Rio. Na última semana, o ministro Cristiano Zanin, do STF, rejeitou um pedido anterior apresentado pela coligação de Eduardo Paes. O magistrado entendeu que ainda havia possibilidades de recurso na Justiça Eleitoral que precisavam ser esgotadas antes de uma intervenção do Supremo.Nesta quarta, a legenda defendeu que a anulação dos votos pode atingir Garotinho e seu partido, mas não deveria modificar o resultado da primeira votação a ponto de eliminar o segundo turno.“A maioria absoluta não surgiu nas urnas; surgiu de uma operação jurídica posterior de subtração de votos”, diz o PSD.Na ação, a legenda pede que o STF restabeleça a disputa entre Ruas e Paes em 25 de outubro. Caso não seja possível cumprir essa data, solicita que o segundo turno seja realizado antes da diplomação do governador eleito.O PSD também defende que os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli sejam excluídos do sorteio da relatoria da ação no STF, porque participaram do julgamento que anulou os votos de Garotinho no TSE.










