Mario Sabino

A PF arquivou a investigação sobre a tal interferência americana em favor de Flávio. A patranha durou três dias

Mario Sabino

08/10/2026 09:50

Hugo Barreto/Metrópoles
O ministro Alexandre de Moraes reuniu-se na terça-feira com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para discutir a historieta de que haveria interferência americana em favor de Flávio Bolsonaro na eleição brasileira.
É o que noticiou a jornalista Roseann Kennedy. Ela publicou que ambos chegaram à conclusão de que a lorota não teria respaldo do TSE, da PGR e de observadores internacionais da OEA— e, assim, o melhor a fazer era arquivar a investigação anunciada por Andrei Rodrigues no dia da votação do primeiro turno (anúncio por si só espantoso pelo timing).
Na quarta-feira, diligentemente, o diretor-geral da PF arquivou a tal investigação. A patranha durou três dias. Nada como o resultado das urnas para desinfectar o ambiente de tentações autoritárias, em especial quando se respira o ar de impeachment de ministros do Supremo.
O que se tem agora é uma ação do PT sobre interferência americana nas mãos de Flávio Dino desde a última semana de setembro. Não deve prosperar, visto que PGR e PF engataram marcha à ré, embora o eterno ministro da Justiça de Lula seja imprevisível.
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De qualquer forma, se Dino insistir com esse embuste, receberá conselhos para não ir adiante de gente que, garantidora da lei e da ordem, obediente à Constituição, não esconde a irritação com a alopragem de golpe judicial, abordada por este colunista em mais de um artigo.
Por falar em golpe contra a Constituição, o senador Rogério Marinho negou a mim que tenha ouvido de ministros do STF que eles não vão “aceitar” impeachment de colegas, conforme veiculado em uma emissora de TV.
“Essa notícia não procede, é fake, até porque a própria Constituição determina que é dever do Senado iniciar processo de investigação de crimes de responsabilidade da parte de ministros do STF. Disse a todos que queremos uma relação institucional e equilibrada, mas que o Senado não será mais omisso”, afirma Marinho.


