Titan Quest: Immortal Throne é um pacote de expansão de 2007 para o jogo RPG de ação Titan Quest, de 2006. Desenvolvido pela Iron Lore Entertainment, foi originalmente publicado pela THQ para Windows. Seria o último projeto original da Iron Lore, antes de seu encerramento em 2008. Versões foram posteriormente publicadas pela THQ Nordic para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch em 2018, e para iOS e Android em 2021. Servindo como uma continuação direta da história principal de Titan Quest, em Immortal Throne o personagem do jogador é confrontado por uma nova onda de monstros atacando o reino mortal do Submundo. A jogabilidade é idêntica a Titan Quest, com navegação pelas localizações em torno do Mundo Antigo, com combate de ação. Para Immortal Throne, foram feitas melhorias no sistema de inventário e para o modo multijogador, e uma nova classe de personagem foi adicionada. O desenvolvimento teve início em julho de 2006, quando o trabalho em Titan Quest foi concluído, com trabalho preparatório tendo iniciado ainda antes disso. Membros da equipe retornaram enquanto assumiam funções diferentes do jogo original: Michael Verrette foi o responsável pela produção, Michael Sheidow foi diretor de arte, enquanto o roteiro foi escrito por Dean O'Donnell, e Arthur Bruno atuou como o designer principal. Scott Morton retornou para compor novas faixas. O conceito foi tanto expandir a narrativa iniciada em Titan Quest, bem como melhorar a experiência e a jogabilidade. A expansão também seguiu uma temática e ambientação mais escura que a original. Anunciado em novembro de 2006, recebeu críticas positivas e vendas favoráveis.
Jogabilidade
Assim como seu predecessor Titan Quest, Immortal Throne é um RPG eletrônico de ação onde o personagem criado pelo jogador navega por ambientes no Mundo Antigo. Em Immortal Throne, o jogador começa explorando localizações como Rodes e Epiro, antes de acessar o Submundo e passar por localizações sobrenaturais, como a Styx e os campos Elísios. Jogadores progridem pela história e diferentes localizações completando missões obtidas por meio de NPCs, obtendo várias recompensas, incluindo moedas e pontos de experiência. O combate acontece em tempo real, trazendo um estilo hack and slash onde o personagem do jogador ataca inimigos apontando-os com o mouse. Conforme o personagem ganha níveis de experiência, ao completar missões e matar inimigos, podem acessar as árvores de habilidades de Maestrias, contendo diferentes estilos de combate, semelhante a um sistema de classes de personagens. Jogadores podem obter acesso a uma árvore primária e uma árvore secundária de habilidades, que disponibilizam efeitos passivos e ativos ao personagem. Itens e equipamentos, que incluem novas armaduras e armas, além de poções de cura, são saqueados de inimigos derrotados ou adquiridos em mercadores pelo mapa. Jogadores do Titan Quest original podem importar seus personagens ao Immortal Throne, enquanto novos jogadores devem cumprir a campanha principal antes de desbloquear acesso ao Immortal Throne. Immortal Throne contém várias adições e alterações em relação ao Titan Quest. A principal adição é uma nova Maestria, denominada "Maestria Sonhos" (Dream Mastery), disponível para novos jogadores ao iniciar a campanha principal, sendo uma maestria focada em magia, com habilidades baseadas em ilusões ou efeitos de mágica para derrotar inimigos. Entre as habilidades disponíveis, existem as de fazer inimigos dormirem até eles serem atacados novamente, fazer inimigos se rebelarem e atacarem aliados, e efeitos que fazem o inimigo levar dano quando eles atacam jogadores. Em adição a missões extras, novos itens e equipamentos foram incluídos, principalmente os Artefatos. Este item tem um espaço reservado para seu uso no inventário, e é criado por Encantadores, provido que o jogador tenha os itens necessários para sua criação, com Fórmulas Arcanas contendo a receita para os artefatos. Artefatos estão divididos em três níveis, Menor, Maior e Divino (Lesser, Greater e Divine), que dão uma variedade de efeitos ao jogador, dependendo de seu nível. Outro tipo de item adicionado são os Scrolls, itens consumíveis que produzem efeitos poderosos, porém temporários. Vendedores e Caravanas adicionais também foram incluídas nos caminhos entre cidades. As funções multijogador foram mantidas do jogo original, acrescidas de alguns refinamentos, como a possibilidade de entrar em partidas automaticamente e também de jogar no modo jogador-contra-jogador.
Enredo Immortal Throne inicia logo após o término dos eventos do jogo principal. Após o titã Tifão ser derrotado, os deuses Olímpios veneram o personagem como um herói da humanidade, e decidem que o mundo humano pode funcionar sem a proteção divina. O jogador é teletransportado para Rodes, onde uma nova onda de monstros aparece, isso é atribuído por Tiresias às atividades do jogador, que criam conflitos no submundo, a origem dos monstros. Para descobrir o motivo por trás dos ataques, o jogador precisa encontrar a feiticeira Medea, que envia o jogador para uma região próxima aos Montes Pindos. Seguindo por uma trilha ao redor das montanhas, o jogador encontra o caminho ao Submundo, onde os mortos estão presos em um limbo, devido aos Juízes do Submundo não atribuindo uma sentença a eles. Depois do jogador derrotar Charon e Cerberus, que abandonaram suas funções originais, ele avança para os Campos Elísios. Lá, o jogador descobre que Hades, rei do Submundo, está lançando um ataque ao mundo dos vivos, agora que os Olímpios mais poderosos deixaram a humanidade desprotegida. Após prender o exército de Hades no Submundo, o jogador então derrota o próprio Hades. Perséfone então aparece, intitula o jogador como divino e declara que a humanidade ganhou o direito de controlar tanto a vida como a morte.
Desenvolvimento e publicação O desenvolvimento em Immortal Throne começou no início de junho de 2006, poucas semanas após a publicação do Titan Quest original. Trabalho preparatório já estava em progresso durante o estágio final do desenvolvimento do jogo original, com a equipe de desenvolvimento criando listas de funcionalidades novas e escolhendo quais funcionalidades melhorar e adições a fazer em Immortal Throne. De acordo com o produtor Michael Verrette, Immortal Throne foi considerada uma expansão de Titan Quest, haja vista que vários elementos incluídos não puderam ser incluídos no jogo original devido a limitações de tempo da equipe. Vários membros da produção original de Titan Quest retornaram, alguns em seu papel original e alguns com papéis novos. Verrette se tornou produtor após ter sido designer de som no jogo original, Arthur Bruno se tornou o designer de jogabilidade, enquanto Michael Sheidow e Scott Morton retornaram como diretor de arte e compositor, respectivamente. O motor gráfico foi trazido do jogo original com alguns refinamentos complementares. O design do mapa trouxe mais elementos verticais nos ambiantes, trazendo uma maior variedade de espaços jogáveis e de vistas no horizonte. Uma grande adição ao jogo foi a classe de personagem denominada Maestria Sonhos (Dream Mastery), que foi projetada tanto para se encaixar dentre as classes já existente, bem como para ser uma classe útil em jogos multijogadores cooperativos. O editor de níveis, presente no jogo original, foi mantido intacto na maior parte, com pequenas alterações para desenvolvedores, como a possibilidade de trancar o ciclo dia-noite ou a possibilidade de prever novos elementos. Visualmente, o jogo teve um tema focado em uma descida ao Submundo, quanto mais fundo o jogador ia, mais escuro o ambiente ao redor se tornava. Immortal Throne seria o último jogo original que a Iron Lore Entertainment trabalhou, pois após encerrar o trabalho em Soulstorm, uma expansão para Warhammer 40,000: Dawn of War, o estúdio foi forçado a fechar as portas devido a dificuldade de arrecadar fundos para projetos futuros. A história surgiu pela vontade dos criadores de expandirem sobre o tema do jogo original sobre o crescente abismo entre os deuses e a humanidade. O Submundo Grego foi uma das principais localizações mitológicas que os desenvolvedores de Titan Quest ainda não tinham se aproximado. Como o local trazia uma grande possibilidade de criação de conteúdo para as equipes de criatividade, o local foi selecionado para protagonizar a expansão. O conceito de história que o time começou os trabalhos era sobre a possibilidade de uma força hostil secundária além do Titãs, que apenas ficaram distante dos humanos devido aos Olímpios, e retornaram após o afastamento dos deuses. Acerca das missões, a equipe trabalhou para melhorar na estrutura e impacto que tiveram no título original, introduzindo lugares e pessoas famosas da história e mitologia. Eles também expandiram a variedade de missões secundárias, e incluíram elementos como lendas e costumes relacionados aos mortos. O enredo foi escrito por Dean O'Donnell. Enquanto era um dramaturgo experiente, encontrou novos desafios ao escrever para jogos eletrônicos, visto que o escritor tinha sempre de assumir que o jogador iniciou a conversa com o NPC, e deveria condensar a informação importante na primeira linha de diálogo, expandindo o diálogo nas linhas adicionais. Esteticamente, o tom de Immortal Throne foi mais escuro que de seu predecessor, com um dos principais elementos desta mudança sendo a capa. De acordo com Arthur Bruno, isso foi em reação à opinião desfavorável que Titan Quest recebeu acerca da aparência do jogo quando comparado com a mitologia Grega na série God of War, que continha ambientes mais obscuros. Immortal Throne foi anunciado pela publicadora THQ em novembro de 2006, quatro meses após o lançamento de Titan Quest. O jogo foi publicado oficialmente em fevereiro de 2007. Lançou em 2007, em 2 de março na Europa, na América do Norte em 5 de março, na Austrália em 8 de março, e em 23 de março do mesmo ano no Japão. The game was released on Steam on July 17, 2007 alongside its predecessor by THQ. Immortal Throne foi republicado como parte da edição gold de Titan Quest, em 22 de outubro de 2007 no ocidente, e em 25 de abril de 2008 no Japão. Desde sua publicação e o encerramento da Iron Lore, atualizações foram desenvolvidas por fãs para corrigir problemas encontrado no jogo, como bugs e problemas no modo multijogador. A propriedade intelectual de Titan Quest foi comprada pela Nordic Games quando a THQ começou a vender suas ações e ativos na sequência de sua falência em 2013. Desde 2016, a Nordic Games, como THQ Nordic, vem dando suporte ao jogo na versão para Steam, com atualizações e correções para arrumar a jogabilidade e problemas do multijogador, bem como correções de erros e bugs. Titan Quest foi posteriormente portado para dispositivos móveis em 2016 pela DotEmu sob supervisão da THQ Nordic, e quando questionados, afirmaram que estavam focando em Titan Quest e possivelmente portariam Immortal Throne em uma data futura. O conteúdo de Immortal Throne foi eventualmente incluído na Legendary Edition de Titan Quest, publicada em 12 de janeiro 2021, Também foi incluído na atualização Anniversary Edition de Titan Quest em 2019, e a versão para consoles do jogo foi lançado em 2018, no dia 20 de março para PlayStation 4 e Xbox One, e em 31 de julho para Nintendo Switch As atualizações para consoles foram desenvolvidas pela Black Forest Games, enquanto a versão para dispositivos móveis contou com o desenvolvimento da HandyGames.
Recepção
No seu mês de estreia, o NPD Group reportou que Immortal Throne atingiu a 13° colocação nos rankiung de popularidade de jogos para computadores. De acordo com Arthur Bruno, as vendas combinadas de Titan Quest e Immortal Throne globalmente totalizaram mais de um milhão de unidades, ao final de 2008. O jogo continuou a vender bem pela Steam, porém os números exatos não foram confirmados. Titan Quest: Immortal Throne recebeu avaliações positivas de críticos profissionais após seu lançamento. O website de agregamento de reviews, Metacritic, deu ao jogo uma avaliação de 80/100, baseado em 23 avaliações. Jeff Green, para o 1UP.com, avaliou o jogo positivamente, dizendo que Immortal Throne transformou seu personagem de "milionário entediado a indigente desesperado", devido ao aumento de saques desejáveis e à economia reequilibrada. O crítico do Eurogamer, Jim Rossignol, enquanto admitia que a expansão não atrairia novos jogadores, gostou da nova jogabilidade adicional e das melhorias feitas na obra. Adam Biessener escreveu em sua revisão para o Game Informer que o jogo "respirou nova vida" no Titan Quest, enquanto continuava seguindo as convenções de seu gênero. Ryan Davis do GameSpot elogiou as melhorias feitas em cima do jogo original, mas percebeu uma queda de performance em computadores que excediam as especificações recomendadas. Ao GameSpy, Thierry Nguyen elogiou a expansão e particularmente a Maestria Sonhos, dizendo que seu rol de habilidades era muito boa e diversa comparada a outras classes no jogo, e comentou que o jogo mantinha a fórmula estrutural do título original, Titan Quest. Steve Butts, do IGN, escreveu que, enquanto a expansão não atrairia novos jogadores devido a sua similaridade com Titan Quest, elogiou as novas adições e correções, porém criticou a falta de melhorias no modo multijogador. Mark Marrow ao escrever sua revisão para o PALGN foi altamente positivo, dizendo que apesar de suas falhas, Immortal Throne "comprovava ainda mais que a compra [de Titan Quest] era valia a pena para fãs do gênero". Quintin Smith, escrevendo para o PC Gamer UK, admirou o empenho colocado na construção da nova área do mapa, e elogiou as adições na jogabiliade, apesar de que alguns elementos como a Maestria Sonhos não era tão inovativa.
Referências
Notas
Ligações externas website de Titan Quest (arquivado em 2007)